Toda a sala tá conversando. De repente todos param de falar ao mesmo tempo. Só você continua falando. E todos te olham tipo
SEMPRE acontece comigo
(Source: stayers, via brunaacamppos)
SEMPRE acontece comigo
(Source: stayers, via brunaacamppos)
Espera, meu tumblr não é famoso.
(Source: shikkeureo, via brunaacamppos)
O nome dela era Júlia Perotti, e morava em Porto Alegre. Numa casa grande, com empregados, motorista, jardineiro,… Júlia tinha muitos amigos; em todo lugar que ela ia, tinha sempre alguém que a cumprimentava. Júlia tinha doze anos, e como muitas garotas, sonhava com o seu primeiro beijo. Na escola, ela inventava sempre uma história diferente sobre seu suposto primeiro beijo: uma hora tinha sido com alguém que conhecera numa viajem à Itália; outra era com algum garoto que a agarrou numa festa. Mas todo esse trabalho era compensado com ninguém rindo dela porque ela era BV. Só ali. Ela era sempre a melhor aluna, e sempre ganhava a tão cobiçada viagem de melhor desempenho no trimestre. Estudava na melhor escola, e também a mais cara. O garoto que ela gostava também gostava dela, mas ambos eram tímidos. Até que um dia ele tomou a iniciativa: era início de setembro, e como tradição, Júlia ia desfilar no dia 7 de Setembro. Mas ele não, nunca tinha interesse. Nunca, até esse momento. Por ironia, ou sorte, ambos foram para frente, segurar as bandeiras, ela a do Rio Grande do Sul, ele a de Porto Alegre; lado a lado. Ela toda tímida, ele mais ainda, mas segurando firme sua decisão: tomou coragem, sabe-se lá de onde, e começou fazendo comentários pequenos, à toa. O tempo. O mês passou, e “de repente” já era outubro, depois novembro, e o maior progresso até então foi se cumprimentarem de beijinho no rosto. Vem dia, vai dia, e novembro chegou. Eles já estavam mais amigos, trocavam olhares calorosos e faziam brincadeiras, tudo sem pensar. Passavam algumas tardes juntos, mas sem nenhum progresso significativo. Trocavam telefonemas, e mensagens com vários “te amo” subliminares. Já era vinte e pouco de novembro quando acabaram as aulas. Agora eles tinham que se ver com a desculpa de se ver, não mais fingir que só se viam por causa da escola. Essa foi a parte mais fácil, porque com isso ambos tinham que vencer a timidez, que já não era tanta, eles se abraçavam e tudo mais sem nenhum receio, mas isso era diferente de se beijar. Ele tinha catorze anos, faz aniversário dia três de novembro. Júlia já tinha lido tudo sobre beijo: técnicas, o que os garotos geralmente gostam, mas mais importante do que saber o que fazer, é saber o que não fazer: parecer muito nervosa, demonstrar desinteresse, …